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Potenciais humanos que transformam


Descrição da imagem: Banner em formato retangular, ao centro o texto 10/08/2017

No Dia Internacional da Superdotação, Faders Acessibilidade e Inclusão destaca seu posicionamento sobre o tema, que vem recebendo grande atenção na atual gestão.


Entendendo que as altas habilidades/superdotação ainda não alcançaram a relevância correta, o presidente da Faders Acessibilidade e Inclusão, Roque Bakof, fez questão de colocar o tema em evidência. Na visão de Bakof, a temática necessita de uma maior identificação de conceitos na sociedade. Por isso, ele buscou trazer as associações para um diálogo, posteriormente chegando até escolas e instituições de ensino superior, visando repensar a colocação do tema para a população. O assunto, na visão de Bakof, deve ser cada vez mais colocado na consciência da população. “O objetivo da fundação tem sido colocar a temática altas habilidades no contexto da comunidade, pois ela ainda não assumiu um conceito para este tema. Nossa proposta é expandi-lo, por isso temos realizado oficinas e o fórum temático “Potenciais humanos que transformam” nas interiorizações que desenvolvemos pelo estado, onde participam os gestores municipais, profissionais da área da educação e as coordenadorias regionais de educação, tendo a oportunidade de debater este conceito e as suas repercussões, favorecendo a consciência não só no contexto educacional, mas para a sociedade como um todo”, disse Bakof. Ainda, a Faders Acessibilidade e Inclusão está organizando para o mês de setembro um fórum internacional sobre a temática, que ocorrerá no dia 12, no município de Santana do Livramento.

Neste dia, 10 de agosto, é Dia Internacional das Altas Habilidades/Superdotação. Confira a entrevista com a vice-presidente da Associação Gaúcha de Apoio às Altas Habilidades/Superdotação – AGAAHSD, Marli Deuner, qual é destacado o trabalho e apoio da Faders nesta temática.


1.O que é a AGAAHSD?

A Associação Gaúcha de apoio às Altas Habilidades/Superdotação é uma Organização Não Governamental- ONG, criada em outubro de 1981, com o objetivo de lutar pelos direitos das PAH/SD na sociedade gaúcha e é integrada por pais, profissionais, pessoas interessadas no tema e pelas próprias pessoas com Altas habilidades. Ao longo de sua história obteve algumas conquistas como a Política Pública Educacional para alunos com Altas Habilidades/Superdotação sendo que o Rio Grande do Sul foi pioneiro ao garantir em sua Constituição de 1989, o direito ao Atendimento Educacional Especializado às PAH/SD.

2.Quais são as atribuições da Associação?

A Associação tem como prioridade básica a luta pelos direitos da PAH/SD buscando melhorias nas Políticas Públicas, procurando contribuir com as famílias, educadores e com a sociedade em geral para que possam reconhecer, compreender e valorizar a Pessoa com Altas Habilidades/superdotação.

3.Quais as ações da Associação e suas parcerias no estado?

A Associação tem realizado algumas formações de professores, Seminários e palestras em escolas da rede pública. Uma parceria importante foi a realização de u Curso de Capacitação para professores estaduais que culminou com a implantação de 28 salas de Recursos no Estado para o atendimento específico dos alunos com Altas Habilidades/Superdotação.

4.Quais os trabalhos desenvolvidos pela Associação?

Temos recebido uma demanda muito grande de pais em busca de informações a respeito das características apresentadas pelos seus filhos e, especialmente, orientações no sentido de buscar o atendimento necessário que atenda adequadamente a criança.
Outro aspecto importante é o evento aberto ao público, realizado a cada dois anos, chamado Repensando a Inteligência, com palestrantes locais e nacionais trazendo informações atualizadas sobre tudo que acontece na área.

5.O que os pais que receberam a identificação de Altas habilidades devem fazer?

Cabe aos pais dar o apoio necessário, estimulando a criança, sem exigir demais e buscar uma escola onde os profissionais saibam reconhecer o potencial e incentivar o aluno a ir além do conteúdo básico oferecido normalmente. O Atendimento Educacional Especializado – AEE é uma ferramenta muito importante para que o aluno possa conviver com seus pares além de oferecer o atendimento extracurricular necessário para o bom desenvolvimento.

6.Como tem visto os movimentos da FADERS para a temática das Altas habilidades?

A Associação tem recebido importante apoio da FADERS, na articulação e divulgação do assunto nos Fóruns Regionais levando informações e esclarecimentos a respeito do tema. Cabe destacar o apoio da Diretoria e Equipe Técnica nos Seminários e eventos disponibilizando profissionais para falar sobre as Altas Habilidades/Superdotação.

Confira também perguntas frequentes sobre as altas habilidades, respondidas pela técnica Larice Bonato Germani, que atua na área das altas habilidades do Serviço de Educação, Capacitação e Ajudas Técnicas – Secat, uma das unidades de referência da Faders Acessibilidade e Inclusão.

1. O que são Altas Habilidades/Superdotação?

Altas habilidades/superdotação (AH/SD) de acordo com a teoria dos Três Anéis de Josef Renzulli, corresponde a existência de três comportamentos, que são: habilidades acima da média, criatividade e envolvimento em relação a um ou mais interesses que podem ser tanto na área do saber ou na área do fazer. Estes comportamentos que indicam as Altas Habilidades/Superdotação estão articulados com o conceito das inteligências múltiplas, habilidade geral e específica, processamento de informações, motivação intrínseca sobre determina(s) área(s), capacidade de planejamento e resolução de problemas, fluidez de ideias,curiosidade dentre outros.

2.Como saber quando alguém apresenta os comportamentos de Altas habilidades/Superdotação?

A identificação dos comportamentos de AH/ SD é realizada por profissionais devidamente especializados. O processo de identificação dos comportamentos de AH/SD envolve a pessoa que está sendo identificada, a família, a escola e demais contextos sociais significativos na vida da pessoa. Esta identificação deverá levar em conta os aspectos cognitivos, emocionais e sociais, bem como os recursos que são ofertados pelo meio social para o pleno desenvolvimento de suas potencialidades.

3. Ter Altas Habilidades/Superdotação é a mesma coisa que ser gênio?

Ter os comportamentos de Altas Habilidades/Superdotação, não tem o mesmo significado de ser gênio. A definição de gênio é diferente do conceito de AH/SD. Existem muitos mítos a respeito das Altas Habilidades/Superdotação como por exemplo: “ é o aluno nota dez da turma”; “é bom em todas as áreas que correspondem as inteligências múltiplas”; “é uma pessoa que será sempre bem sucedida, especialmente na área socioeconômica”, “são pessoas provenientes de uma condição socioeconômica mais elevada” dentre outros mitos.

4.As famílias das pessoas com Altas Habilidades/Superdotação necessitam de atendimento?

Sim. A experiencia em atender pessoas com AH/SD, tem demonstrado que os pais necessitam de orientações sobre os comportamentos de seus filhos, tanto em relação ás características de AH/SD como sobre os desafios da parentalidade, ou seja, educar seus filhos atendendo as demandas das etapas do desenvolvimento ( infância , adolescência) e oportunizar o desenvolvimento das potencialidades referentes às AH/SD.

5.As pessoas com Altas habilidades/Superdotação necessitam de um atendimento diferenciado na educação?

De acordo com a Política da Educação Especial na Perspectiva da Educação Inclusiva, instituída pelo MEC, todo o aluno com Altas habilidades/Superdotação deverá ter o atendimento educacional especializado no turno inverso que deverá perpassar desde a educação infantil até o ensino superior.


Fonte: ASCOM/ Faders Acessibilidade e Inclusão

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