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Dia Nacional do Cego


13/12/2018
Também conhecido como o Dia Nacional da Pessoa com Deficiência Visual, o 13 de dezembro foi instituído no Brasil em 1961 para incentivar a solidariedade na sociedade brasileira. Dados do último Censo realizado no país pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontam que 23% da população tem alguma deficiência. Destes, mais de 6,5 milhões têm deficiência visual e cerca de 9% são cegos.


Para Emanuel Noimann, consultor de tecnologias assistivas da Faders - Acessibilidade e Inclusão, as últimas décadas foram marcadas por inúmeros avanços relacionados ao tema. Há muito mais acessibilidade e inclusão tanto das pessoas cegas ou com baixa visão na educação, saúde, trabalho e lazer, quanto do assunto em si, uma vez que a prevenção da cegueira já é uma prática.

O consultor destaca que, intrínseco às conquistas, está o avanço da tecnologia. “Dispomos de uma infinidade de equipamentos que transpõem as barreiras físicas impostas pela deficiência. As pessoas cegas ou com baixa visão fazem uso de tecnologias assistivas como leitores de tela, que possibilitam a interação com sistemas operacionais dos computadores, através de um sintetizador de voz, que informa ao usuário cego tudo o que está sendo visualizado na tela do equipamento.”

No entanto, apesar de existirem softwares livres, os mais usados ainda são os de código proprietário, cujos valores são altos. “O leitor de telas livre NVDA (Non Visual Desktop Assistent) equipara-se aos melhores leitores de tela de código proprietário como o JAWS for Windows e o Nacional Virtual Vision. Devido ao alto custo, as soluções de acessibilidade em hardware ainda são muito incipientes. Por exemplo, as linhas ou displays braille, que podem ser conectados ao PC ou ao smartphone. Assim, a informação dos leitores de tela pode ser reproduzida em caracteres braille. Essa tecnologia, que ainda é economicamente inacessível, poderia beneficiar de forma muito significativa a interação das pessoas surdo-cegas”, afirma Emanuel.

Mesmo com iniciativas privadas e públicas de fornecimento de licenças e de linhas de crédito, a aquisição de tecnologias por parte das pessoas com deficiência ainda é restrita.

Segundo Adilso Corlassoli, coordenador de Políticas para Pessoas com Deficiência da Secretaria de Desenvolvimento Social, Trabalho, Justiça e Direitos Humanos (SDSTJDH), duas iniciativas em andamento visam solucionar essa questão. 

“Em nível federal, já em fase de conclusão na Câmara do Deputados, há um projeto de isenção de impostos de importação de produtos de tecnologia assistiva para pessoas com deficiência. Se não houver produto similar no Brasil, a aquisição será isenta de impostos. Isso vai reduzir significativamente o custo. Em nível estadual, estamos trabalhando pelo fomento à pesquisa. Queremos que 10% dos editais publicados para a Pesquisa sejam voltados para o desenvolvimento de soluções na área da pessoa com deficiência”, disse o coordenador.

Fonte: ASCOM/Faders - Acessibilidade e Inclusão

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